| Todos os anos grandes publicações nacionais anunciam
com enorme alarde as 500 maiores empresas e/ou grupos, as outras
tantas ditas melhores para se trabalhar, as socialmente mais “justas”,
as 100 maiores marcas e por aí vai ...
Se nós acompanharmos e comparamos as tais listas ano a ano,
veremos num curto espaço de tempo, que essas tais listas
sofreram alterações substanciais, ou seja, num espaço
de 10 anos aproximadamente quase a metade já não consta
mais e/ou mudaram sua posição, crescendo ou decrescendo
de forma que só virando a página ou prendendo o cursor
conseguimos encontrá-las.
Inúmeras são as razões que podem levar a tais
processos de decadência e mesmo insolvência, mas dentre
esses eu gostaria de destacar alguns:
Mudanças – Grande parte das empresas
ditas líderes de mercado, pensam que não só
lideram em termos quantitativos ou regionais, mas também
ditam de forma inequívoca o modo de ver e pensar do mercado,
e por maior que seja a influência que uma empresa tem sobre
o mesmo, as maiores mudanças sempre virão de fora
para dentro, ou seja, não prevaleceu a idéia de plataformas
gigantes da IBM, mas as idéias “pequenas” e brilhantes
que surgiram no Vale do Silício.
Medo de se Reposicionar – Quando as mudanças
são extremamente profundas ou que o fator inovação
apresenta-se de maneira abrupta e esmagadora, advindas dos mercados,
as vezes temos que encolher e/ou recomeçar para nos adequarmos
aos novos hábitos de demanda e consumo nas praças
consolidadas e nas emergentes, e isso provoca medo de extinção
ou posicionamento da empresa junto aos consumidores, pois pode afetar
de maneira irreversível a imagem ou valor intangível
dos negócios, e isso hoje é muito comum, e para lembrar
a todos eu cito o caso da Kodak.
Míopia em Marketing – No aqui e agora
certas empresas se sentem tão seguras que dizem não
ver ninguém a sua frente, e as vezes o problema está
lá na frente, ou seja, a visão de perto é maravilhosa,
mas a visão mais distante está ruim (míopia),
e quando o amanhã se torna o hoje, certas lições
e adequações que deveriam ter sido feitas, não
foram realizadas a tempo, e neste momento se for necessário
religar o motor, pode ser que algum concorrente ainda que menor,
já esteja com o seu motor aquecido, e neste caso a vantagem
competitiva estará nas mãos dele.
Soberba – Apesar de ser extremamente difícil
alguém reconhecer essa mazela do pensamento e do comportamento,
esse mal é muitíssimo mais comum do que pensamos,
pois sob o mot de se elevar o moral e o entusiasmo nas equipes,
prega-se muitas vezes de uma forma desmesurada a política
de conduta que abusa do “não vejo ninguém na
minha frente”, e quando isso é adicionado as três
causas anteriores, temos um efeito sinérgico-desgraçante
em nossas empresas.
Fatores do Comportamento Humano – Algo que
parece simples mas não é, está no entendimento
sobre o comportamento de consumo, que por sua vez está intimamente
ligado aos aspectos subjetivos das escolhas, ou seja, motivação.
Via de regra o ser humano diz o que pensa, mas faz o que sente,
logo quando os gestores dos negócios não sabem trabalhar
com estas dualidades, as causas anteriores afloram e então
.... começa-se a descobrir que O SUCESSO NÃO É
PRA SEMPRE.
Luiz Freitas |